O livro foi organizado a partir de um projeto de Cooperação entre as Instituições e Programas de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília (UnB) e em Saúde Pública da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP), sendo financiado no âmbito do PROCAD Amazônia da CAPES. Os textos fazem parte das pesquisas de docentes e discentes do Programa de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM) e PPGVIDA.
Os textos promovem um diálogo profundo sobre a saúde coletiva na Amazônia, destacando a complexidade dos territórios e das políticas que os atravessam. Não se trata de uma condição estrutural e corriqueira, senão uma perspectiva de inovação. O enfoque interseccional e territorializado revela que, para além das fronteiras geográficas, as questões de saúde pública (políticas e sistemas) estão intrinsecamente ligadas à luta por reconhecimento, justiça social e valorização de saberes ancestrais. A obra evidencia como populações historicamente marginalizadas, principalmente indígenas e negras, enfrentam processos sistemáticos de invisibilização, que se manifestam tanto nos discursos oficiais quanto na ausência de políticas públicas apropriadas.
Os textos convidam à reflexão sobre pertencimento, identidade, memória e resistência, ressaltando que Saúde Coletiva na Amazônia não pode ser pensada sem considerar os modos de vida, as tradições, as espiritualidades e as expressões culturais que resistem, se reinventam e fortalecem comunidades diante dos desafios históricos e contemporâneos. A obra, assim, sustenta que políticas públicas eficazes e justas precisam transcender categorias coloniais e incluir, de fato, os sujeitos e saberes que habitam e constroem a Amazônia.
Mês e ano de publicação: fevereiro de 2026







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