Literatura e Saúde Pública: Territórios e cuidado: Gênero, família, vida e morte – Volume 2

Sobre a Obra

O livro “Literatura e Saúde Pública” reúne autoras/es de todo o Brasil em uma coletânea de rara beleza e que dialogam com os cenários e temáticas da saúde. O livro é uma parceria entre a Editora Rede Unida e o Laboratório de Políticas Públicas, Ações Coletivas e Saúde (LAPPACS/UFRGS). São dois volumes compostos por contos, crônicas, poemas e relatos que discutem a complexidade do ato de cuidar e tensionando, por meio da escrita criativa, a relação entre ficção e realidade. A imagem de capa e as ilustrações principais foram criadas por trabalhadoras/es e usuárias/os do CAPS AD III Amanhecer da cidade de Canoas/RS. O segundo volume foi prefaciado por Ricardo Braga, que analisa as interrelações entre a saúde e literatura que se desdobram nos capítulos do livro.

Estas narrativas compõem um mosaico de produções heterogêneas, relacionando variados períodos históricos, variadas políticas públicas, categorias sociais diversas, tecnologias e suas incidências sobre os corpos, aprisionando ou expandindo limites. Foram abordadas diferentes enfermidades, peregrinações nos sistemas de saúde e pelos territórios diversos e singulares e as burocracias que desafiam a vida. Foram evocados corpos doentes ou adoecidos, vulneráveis ou vulnerabilizados, enfrentando kafkianas burocracias do Estado e também criando alternativas de fuga e de modos de vida, desbravando a selvageria do capitalismo, desvelando nuances do sistema sensíveis às fragilidades do corpo e da alma.

Este volume, “Literatura e Saúde Pública: Territórios e Cuidado: gênero, família, vida e morte”, leva o leitor diretamente para os cenários do cuidado. As políticas públicas de saúdedeixam de ser vistas apenas como um conjunto de programas, protocolos, instituições, redes de atendimento, e ganham carne, corpo, sangue e suor. Os modos como são afetados, no dia a dia, pacientes e profissionais da saúde, estão situados na trama dos encontros humanos, onde a vulnerabilidade de ambos os lados, do paciente e dos profissionais, produz os excessos da experiência vivida, ultrapassa os protocolos e exige ser dita, escrita, ficcionada, elaborada.

São produções narrativas que transpõem sintomas individuais e institucionais em uma miríade de cenários figurados, tão ricos quanto só a arte pode criar para, ao mesmo tempo, ultrapassar e tornar sustentável o vivido. As descrições/invenções de realidades matizaram o contato do corpo com a norma, com o Estado e com as políticas públicas da saúde, abrindo a experiência do adoecer e do cuidar para novos significados e sensibilidades que a escrita imaginativa pode produzir.

Mês e ano de publicação: setembro de 2021

Organizadores: Frederico Viana Machado, Isabel Cristina de Moura Carvalho e Janaina Liberali
ISBN: 978-65-87180-62-5
DOI: 10.18310/9786587180625

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